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O Projecto

"Existe, porém, um território de fronteira, por definição um espaço de experimentação audiovisual"

Nos últimos anos assistimos a uma proliferação de peças artísticas por muitos consideradas cinematográficas, mas mais comummente como vídeos em qualquer formato digital, nas quais é patente uma reciclagem, ou pelo menos reutilização, ora de técnicas ou processos algo extrínsecos - considerando que o processo poderá ser legitimado por ser invenção própria e não de outrem - ora de conteúdos de som e imagem pertencentes a uma memória emprestada. São exemplos disso os vídeos que se fazem um pouco por toda a parte de montagem dos filmes de família ou de repórteres anónimos numa qualquer cidade movimentada: tornou-se vulgar o recurso às imagens, em formato Super 8 ou 16mm, rodadas habitualmente nas décadas de 60 ou 70 segundo a inspiração do momento de qualquer indivíduo possuindo uma câmara. Também o uso de arquivos digitais dos filmes mais antigos, alguns dos quais remontam até à época do mudo, é cada vez mais frequente graças à disponibilidade crescente a partir de servidores de domínio público da internet. São peças que se tornaram possíveis sobretudo graças à recém-adquirida facilidade de manipulação do vídeo digital, da popularização dos meios anteriormente reservados a uso profissional, a amadores experimentados ou simplesmente àqueles cujas posses financeiras o permitem. Existe, porém, um território de fronteira, por definição um espaço de experimentação audiovisual, do cinema e do vídeo e das outras artes que de algum modo os prolongam e reinventam, onde se criam objectos espaciais em contextos diversificados de projecção de som e imagem.


SOLAR - GALERIA DE ARTE CINEMÁTICA

"A cultura digital que hoje se conhece, atua a partir de um estado em que a experiência das imagens modificou profundamente a percepção cinematográfica"

A cultura digital que hoje se conhece, atua a partir de um estado em que a experiência das imagens modificou profundamente a percepção cinematográfica, pela forma como foi retirada da exclusividade das salas de cinema. Deixou de explorar exclusivamente a narrativa, a representação, ou o bidimensionalismo canónico, para abrir o caminho a uma investigação sobre um conjunto de propriedades desmaterializadas e liberais, isto é, à margem das obrigações técnicas do cinema.

A repetição faz o hábito, e assim se formam novos condicionamentos sobre a cultura digital que a partir da recém-adquirida facilidade de manipulação do vídeo digital, da popularização dos meios anteriormente reservados a uso profissional, a amadores experimentados ou simplesmente àqueles cujas posses financeiras o permitem, constroem um território de fronteira que por sua vez define um espaço experimental do recurso à imagem, nomeadamente do cinema, do vídeo assim como de outras manifestações artísticas, que de algum modo prolongam e reinventam a cultura digital e, por consequência direta do sistema de arte contemporânea, a forma como se trabalha, medeia e cura as imagens em contexto expositivo.

Considera-se, então, fundamental, os conceitos derivantes de apropriação, de transmutação e da recontextualização, do diálogo dos artistas materializado a partir das suas obras, cujo experimentalismo que se insere no vasto campo da arte cinemática é catalisadora de (re)produtividade, como possibilidade de captar novas sensações, através da exploração laboratorial de um medium pendente na mesma função.

Deste modo surgem as motivações para a génese da Solar Galeria de Arte Cinemática de Vila do Conde, como sendo um espaço de intervenção entre o cinema e as artes plásticas, que de um modo geral se traduz num lugar propício para novas leituras e reinterpretações sobre o material exposto, procurando uma diversidade de tipologias de obras em relação ao contexto físico de apresentação das mesmas que reflita essencialmente sobre a ideia de cinema expandido, através de uma programação minuciosamente idealizada e consequentemente materializada no espaço.

A Solar, torna-se assim num lugar de consolidação crítica, como resultado das constantes ocupações. Em simultâneo é, segundo os próprios diretores e coordenadores da Solar, um espaço de permanente evolução, desdobrando e incluindo as práticas artísticas que se colocam na fronteira do cinema. Específico mas simultaneamente alargado, na medida do lugar crescente que a arte cinemática tem ocupado no contexto das práticas artísticas contemporâneas.

ANIMAR

"Como o próprio nome indica, o projeto privilegia o cinema de animação e desse modo procura criar diálogos do cinema para o público mais jovem destacando desse modo, um caráter pedagógico"

Neste contexto de amplo incentivo à produção artística, torna-se imperativo incluir neste circulo de projetos expositivos, o evento Animar, que desde 2005, se tem vindo a afirmar como um dos projetos educativos mais consistentes e importantes de Vila do Conde e da região Minho em geral. Além de uma exposição realizada anualmente na Solar, a Animar caracteriza-se pela continuidade da oferta formativa e do serviço educativo levado a cabo ao longo de todos os meses pela equipa da Curtas Metragens CRL, em parceria com várias entidades e instituições escolares. Como o próprio nome indica, o projeto privilegia o cinema de animação e desse modo procura criar diálogos do cinema para o público mais jovem destacando desse modo, um caráter pedagógico. A programação desenhada para este evento pretende ser ampla e dinâmica o suficiente para captar a atenção do público que para além de visualizar algumas curtas-metragens de animação é, também convidado a participar em workshops e ateliês, tendo como formador os próprios artistas representados na respetiva edição do Animar ou uma equipa especialidade dedicada ao serviço educativo. Desse modo, criam-se diálogos acessíveis e transparentes, a partir de um campo de trabalho que desdobra algumas técnicas utilizadas no universo cinematográfico tanto do documentário como da animação elucidando os participantes do funcionamento e criação dos filmes. Do ensino básico ao ensino superior, é ainda disponibilizada a oportunidade de realizar projetos, que podem ser filmes ou outras produções plásticas com base na ideia cinematográfica, sob a orientação de artistas nacionais e internacionais, ampliando assim a experiência artística dos alunos convidados procurando estimular o seu interesse pelo cinema. A longo prazo geram-se impactos de natureza cultural e artística, imperativos na comunidade.  

CAVE

"Um espaço simultaneamente interior e distinto à galeria que em si transporta a ideia de blackbox para dar lugar a instalações e/ou performances únicas para a Solar e o artista."

O historial da Solar Galeria de Arte Cinemática tem sido marcado pelo incentivo à produção artística, pelo desenvolvimento de um trabalho contínuo de divulgação de instalações site-specific, através da cooperação com artistas e outras instituições que de algum modo orbitem de forma mais ou menos assumida o campo do “cinema expandido”. Nesse sentido, foi criado o projeto de incentivo à criação de obras art in situ, para artistas nacionais e internacionais, denominado de Cave. Um espaço simultaneamente interior e distinto à galeria que em si transporta a ideia de blackbox para dar lugar a instalações e/ou performances únicas para a Solar e o artista.

Os trabalhos apresentados no espaço Cave, surgiram num primeiro momento em 2007/2008 como projetos independentes das exposições da Solar, com o seu ritmo e lugar próprios. Esse ciclo teve início com a instalação A Potrait de Christina Flower baseada em The Portrait Of A Lady, de Henry James. Ainda em 2008, a artista Ana Pereira apresentou A Tela De Uma História Que Não Se Acende, um trabalho fotográfico sobre as salas de cinema da cidade do Porto. No ano seguinte o Cave acolheu três outras instalações: Toy Theater de Catarina Campos, com imagens construídas a partir de sombras da “mulher-objeto”, que assumiam uma oposição à alienação feminina; Hope Junkies de Luís Espinheira, uma série do artista que revelava situações e contradições presentes na nossa sociedade, que permanecem sem respostas e, Graveless de António Leal, que recuperava o objeto arqueológico colocando em causa o funcionamento espacial no mito da caverna.

Numa segunda fase, os trabalhos aí exibidos, embora autónomos, surgiram em articulação com as exposições principais da galeria, sendo por vezes propostos pelos artistas que expunham na Solar. Assim, a par da exposição Montage, de Filipa César, foi exibido no Cave Deixem-me ao menos subir às palmeiras, um filme de Lopes Barbosa apresentado por Mónica Lima, em colaboração com a Cinamateca Portuguesa (2010). Outros exemplos destes diálogos Solar / Cave, envolvendo quase sempre artistas portugueses, são as exposições de Alexandre Estrela / Carlos Godinho (2011), Miguel Palma / Pedro dos Reis (2012), João Louro / Nuno da Luz (2013), Carla Filipe / Pedro Magalhães (2014), Louis Patino / Carla Andrade (2014), em que os primeiros convidaram ou sugeriram os segundos, proporcionando assim uma exposição mais ampla com discursos paralelos que se condicionam a si mesmos. Neste espaço de convergências e intersecções, as artes performativas também têm vindo a ocupar um lugar de destaque na programação do Cave, apresentando-se de forma independente ou como parte integrante dos projetos. No caso específico da exposição Laissez Vibrer, de Nuno da Luz (2013) foi acompanhada por uma performance da peça Havin never written a note for percussion, do compositor norte-americano James Tenny (1971), adaptada para pratos de bateria.

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